Alma - Zélia Duncan
www.youtube.com/watch?v=sGijej_W6Mg
Alma,
Deixa eu ver sua alma,
A epiderme da alma.
Superfície.
Alma,
Deixa eu tocar sua alma,
Com a superfície da palma
Da minha minha mão.
Superfície.
Easy, fique bem easy,
Fique sem, nem razão da superfície,
Livre, fique sim livre,
Fique bem, com razão ou não,
Aterise.
Alma,
Isso do medo se acalma,
Isso de sede se apaga,
Todo pesar, não existe.
Alma,
Como um reflexo na água,
Sobre a última camada,
Que fica na superfície.
Crise, já acabou.
Livre, já passou o meu temor
do seu medo sem motivo.
Riso, de manhã,
Riso, de neném, a água já molhou a superfície.
Alma, daqui do lado de fora,
Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,
O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma, daqui do lado de fora,
Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,
O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma, daqui do lado de fora,
Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,
O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma,
Deixa eu ver sua alma,
A epiderme da alma.
Superfície.
Alma,
Deixa eu tocar sua alma,
Com a superfície da palma
Da minha minha mão,
Superfície.
Alma,
Deixa eu ver,
Deixa eu tocar.
Alma,
Deixa eu ver,
Deixa eu tocar,
Alma.
Superfície.
Alma, deixa eu ver sua alma.
Alma.
Zélia Duncan / Alma
representar a beleza através da fotografia e poesia, a alegria, calma, prazer, paz, música, sonhar de olhos abertos...
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12/03/2014
10/03/2014
equilíbrio é igual felicidade
Ninguém se equilibra sendo absolutamente triste.
Ninguém se equilibra sendo uma pessoa que só se queixa do mal e faz a biografia da dor.
Ninguém se equilibra se estiver a todo instante à primeira pessoa que se aproximar a contar tragédias.
Ninguém se equilibra se estiver com um caderninho na mão para anotar todas as coisas erradas que o vizinho, o parente, o amigo, fez.
Ninguém se equilibra se não cuidar efetivamente da alimentação, não cuidar da alimentação do espírito,
e assim sucessivamente.
- Leocádio José Correia -
Ninguém se equilibra sendo uma pessoa que só se queixa do mal e faz a biografia da dor.
Ninguém se equilibra se estiver a todo instante à primeira pessoa que se aproximar a contar tragédias.
Ninguém se equilibra se estiver com um caderninho na mão para anotar todas as coisas erradas que o vizinho, o parente, o amigo, fez.
Ninguém se equilibra se não cuidar efetivamente da alimentação, não cuidar da alimentação do espírito,
e assim sucessivamente.
- Leocádio José Correia -
23/01/2014
a arte de ser feliz
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
- Cecília Meireles -
21/01/2014
10/06/2013
Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples
Eu gosto de delicadeza.
Seja nos gestos, nas palavras, nas ações,
no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que
não é dito com palavras, mas fica no ar.
A delicadeza amolece até a pessoa
mais bruta do mundo e disso
eu tenho certeza.
Quero a delícia de poder
sentir as coisas mais simples.
Manuel Bandeira
Seja nos gestos, nas palavras, nas ações,
no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que
não é dito com palavras, mas fica no ar.
A delicadeza amolece até a pessoa
mais bruta do mundo e disso
eu tenho certeza.
Quero a delícia de poder
sentir as coisas mais simples.
Manuel Bandeira
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